quarta-feira, 28 de março de 2012

TROVADORISMO,BARROCO,TEOCENTRISMO

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Trovadorismo




CONTEXTO HISTÓRICO-SOCIAL




As origens da literatura portuguesa remontam ao século XII, quando Portugal se constituiu como um país independente. Nessa época, com a unificação da linguagem de Portugal e Galiza, passou-se a utilizar a língua galego-portuguesa.
Dois traços marcantes devem ser lembrados para uma visão da sociedade da época: o teocentrismo, no plano religioso, e o feudalismo, no plano político-econômico.
Com o teocentrismo, isto é, a centralização da vida humana em Deus, expressava-se a intensa religiosidade, que acompanhou toda a luta dos portugueses empenhados na expulsão dos mouras da Península Ibérica.
Com o feudalismo, os nobres que possuíssem feudos exerciam os poderes do governo por meio de um sistema de vassalagem, que era baseado numa espécie de contrato que implicava obrigações mútuas entre o senhor e o vassalo. Os vassalos obedeciam ao senhor e o serviam pela proteção e ajuda econômica que dele recebiam. Esse sistema de vassalagem refletiu-se na poesia trovadoresca, principalmente nas cantigas de amor, em que o trovador se colocava normalmente na condição de vassalo diante da dama.                                                                                                                                                                                         
É uma cantiga de amor o primeiro documento literário português, datado de 1189 (ou 1198). Trata-se da "Cantiga da Ribeirinha" (ou "da Guarvaia"), do poeta Paio Soares de Taveirós, dedicada a D. Maria Paes Ribeiro, a Ribeirinha. Esse poema assinala o início da época trovadoresca, que se estende até 1418, quando Fernão Lopes é nomeado arquivista oficial da Torre do Tombo.
Os poetas dessa época eram chamados de trovadores. A palavra trovador vem do francês trouver, que significa /I achar", /I encontrar". Dizia-se que o poeta /I achava" a música adequada ao poema e o cantava acompanhado de instrumentos como a cítara, a viola, a lira ou a harpa.
As poesias trovadorescas estão reunidas em cancioneiros. Os mais importantes são:
O Cancioneiro da Ajuda, o mais antigo, com 310 cantigas;
O Cancioneiro da Vaticana, pertencente à Biblioteca do Vaticano, com 1205 cantigas;
O Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa, anteriormente chamado de Colocci­Brancutti, com 1647 cantigas.
Os principais trovadores foram:
João Soares de Paiva, Paio Soares de Taveirós, o rei D. Dinis, João Garcia de
Guilhade, Afonso Sanches, João Zorro, Aires Nunes, Nuno Fernandes Torneol.
O mais famoso deles foi D. Dinis, o Rei Trovador. Em 1290, ele torna obrigatório o uso da Língua Portuguesa e funda a primeira universidade em Coimbra.
A poesia trovadoresca é importante por documentar a história de nossa língua, os costumes da época e por influenciar e inspirar o lirismo de poetas até hoje, como se vê no anúncio abaixo, publicado em O Estado de S. Paulo, em outubro de 1998.


Havia dois tipos de cantigas:
A cantiga lírico-amorosa, que se subdividia em cantiga de amor e canti­ga de amigo.
A cantiga satírica, que podia ser de escárnio ou de maldizer. Veja, a seguir as principais características de cada uma.



CANTIGA DE AMOR
Características
Quem fala no poema é um homem, que se dirige a uma mulher da nobreza, geralmente casada. Esse amor se torna impraticável pela situação da mulher. O homem sofre, coloca-se numa posição de vassalo, isto é, de servo da mulher amada. Ele cultiva esse amor em segredo, sem revelar o nome da dama, que nem sabe dos sentimentos amorosos do trovador. Ele a coloca num plano elevadíssimo, ideal. Nesse tipo de cantiga há a presença de refrão que insiste na idéia central, exaltando um amor sem correspondência.

CANTIGA DE AMIGO








Características
O trovador coloca como personagem central uma mulher solteira, da classe popular. Pela boca do trovador, ela canta a ausência do amigo (amado, namorado) que está afastado a serviço do rei, em expedições ou em guerras. N esse tipo de poema, a moça conversa e desabafa seus sentimentos de amor com a mãe, as amigas, as árvores, as fontes, o mar, os rios, etc. É de caráter narrativo e descritivo.





CANTIGA SATÍRICA
 Características
Ora se chama cantiga de escárnio, ora de maldizer. Esse tipo de cantiga procurava satirizar (ridicularizar) pessoas e costumes da época. Alguns poetas, em seus ataques agressivos, chegavam a utilizar uma linguagem de baixo nível (chula). Os principais trovadores foram: João Soares de Paiva, Paio Soares de Taveirós, o rei D. Dinis, João Garcia de Guilhade, Afonso Sanches, João Zorro, Aires Nunes, Nuno Fernandes Torneol. A poesia trovadoresca tem sua importância como documento de           história de nossa língua, de costumes da época e como inspiradora do lirismo de poetas de escolas posteriores.

Barroco

Barroco é o nome dado ao estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI e meados do século XVIII, inicialmente na Itália, difundindo-se em seguida pelos países católicos da Europa e da América, antes de atingir, em uma forma modificada, as áreas protestantese alguns pontos do Oriente. Considerado como o estilo correspondente ao absolutismo e à Contra-Reforma, distingue-se pelo esplendor exuberante. De certo modo o Barroco foi uma continuação natural do Renascimento, porque ambos os movimentos compartilharam de um profundo interesse pela arte da Antiguidade clássica, embora interpretando-a diferentemente, o que teria resultado em diferenças na expressão artística de cada período. Enquanto no Renascimento as qualidades de moderação, economia formal, austeridade, equilíbrio e harmonia eram as mais buscadas, o tratamento barroco de temas idênticos mostrava maior dinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade, exuberância e realismo e uma tendência ao decorativo, além de manifestar uma tensão entre o gosto pela materialidade opulenta e as demandas de uma vida espiritual. Mas nem sempre essas características são evidentes ou se apresentam todas ao mesmo tempo. Houve uma grande variedade de abordagens estilísticas, que foram englobadas sob a denominação genérica de "arte barroca", com certas escolas mais próximas do classicismo renascentista e outras mais afastadas dele. As mudanças introduzidas pelo espírito barroco se originaram, pois, de um profundo respeito pelas conquistas das gerações anteriores, e de um desejo de superá-las com a criação de obras originais, dentro de um contexto social e cultural que já se havia modificado profundamente em relação ao período anterior.

As principais características do Barroco são:    - O culto do contraste: contraste como o amor e o sofrimento, vida e morte;    - Exagero nos relevos e cores;    - Preferência pelos aspectos cruéis, dolorosos, sangrentos;    - Pessimismo nascido do conflito entre o eu e o mundo;    - Intensidade: desejo de exprimir intensamento o sentido da existência (uso da hipérbole);    - Culto da solidão.



Autores
 BENTO TEIXEIRA
Iniciador do Barroco no Brasil, autor de Prosopopéia.

 GREGÓRIO DE MATOS
O Boca do Inferno; poeta maior do Barroco brasileiro.

 PADRE ANTÔNIO VIEIRA
Maior orador sacro de nossa literatura.

 MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA
Autor de Música do Parnaso (1705), primeira obra publicada por um autor brasileiro.

Teocentrismo

Teocentrismo (do grego θεóς, theos, "Deus"; e κέντρον, kentron, "centro") é a teoria segundo a qual Deus é o centro do universo nada mais é maior que ele, tudo foi criado por Ele e tudo é dirigido por Ele. Esse pensamento teria dominado a Idade Média, em que vigorava o feudalismo, sendo depois sucedido pelo pensamento antropocêntrico. Nesse período as pessoas eram voltadas inteiramente para a igreja, sendo proibido o uso da razão pelas mesmas.
Para o pensamento antropocêntrico o homem é o centro do universo enquanto que para o teocentrismo Deus é o marco central. O antropocentrismo surgiu na idade moderna devido ao renascimento, no entanto, deve-se lembrar que ao surgimento do antropocentrismo Deus não foi esquecido, mas passa para o segundo plano.
O teólogo Santo Agostinho, que fez um estudo sobre salvação da alma e a posição do homem no mundo, concluiu que este era corrompido pelo pecado. Essa sua forma de ver o ser humano colocava neste uma condição de criatura inferior, suja e imoral. Daí a concepção de que o homem e todas as coisas orbitavam a figura de Deus.
Pelo contexto que ele produziu, pode-se afirmar que suas obras eram fortamente influenciadas pela época em que viveu: a queda do Império Romano. Passado o tempo, sua filosofia foi norteadora durante a Idade Média, aliada à pregação da Igreja Católica.


Biografia:



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